Colunas de golfe · Estratégia e pontuação
Quatro princípios para lies inclinados
Leia separadamente a altura da bola e a inclinação na direção do alvo

Um ferro que funciona no plano pode produzir outra bola quando a base inclina. Em vez de repetir o swing completo do treino, procure primeiro a extensão necessária para chegar à bola e uma amplitude que não o desequilibre.
Para um destro, bola acima ou abaixo dos pés descreve uma inclinação transversal. Pé esquerdo mais alto ou mais baixo descreve o terreno a subir ou descer para o alvo. Não confunda estes dois eixos.
Quando a bola está acima ou abaixo dos pés
Com a bola acima dos pés, o taco parece mais próximo: pegar mais curto e reduzir o swing cria margem. Pode haver tendência para curvar à esquerda, mas depende da face e do swing. Evite compensações fixas de tantos metros à direita.
Com a bola abaixo dos pés, é fácil mudar a altura do tronco ao tentar alcançá-la. Dobre confortavelmente joelhos e ancas e procure uma base equilibrada. Mantenha a alternativa de avançar menos em vez de perseguir até ao limite uma bola difícil de alcançar.
| Lie | Primeira verificação | Cuidado |
|---|---|---|
| Bola acima dos pés | Necessidade de pegar mais curto e equilíbrio | Não tratar a tendência à esquerda como regra fixa |
| Bola abaixo dos pés | Altura para alcançar a bola e apoio | Verificar se o tronco se levanta |
| Pé esquerdo mais alto | Trajetória elevada e carry | Não assumir a distância habitual |
| Pé esquerdo mais baixo | Trajetória baixa e rolamento | Não ficar atrás para levantar a bola |
Quando o terreno sobe ou desce para o alvo
Com o pé esquerdo mais alto, adaptar-se ao terreno pode aumentar o loft e produzir uma bola alta. Escolha pelo carry seguro, não apenas pela distância habitual. Não incline o corpo a ponto de cair para trás.
Muitos lies combinam inclinações. Com a bola abaixo dos pés e o pé esquerdo mais alto, uma fórmula única não resolve. Antes de somar compensações, verifique se consegue estar estável e alcançar a bola. Quanto mais difícil for o equilíbrio, mais realista será apontar a uma zona segura próxima.
A decisão quando o pé esquerdo está mais baixo
Nesta descida, a bola pode sair baixa e rolar mais. Equilibre-se segundo a inclinação e continue com um movimento curto para o alvo. Ficar atrás para levantar a bola pode piorar o contacto.
Defina o limite do equilíbrio antes da distância
Um movimento pequeno sem taco na inclinação ajuda a decidir. Se o apoio escorrega ou é difícil sustentar o corpo, não calcule a distância com base no swing completo habitual. Defina primeiro a amplitude estável e só depois a zona alcançável. Se nem estar de pé for seguro, considere outras opções permitidas pelas regras.
Pegar mais curto com a bola acima dos pés ajusta o comprimento, mas não garante a distância habitual. Com a bola abaixo, alcançar a altura pode aumentar a tensão dos joelhos e do tronco. Em ambos os casos, escolha um alvo amplo pelo contacto repetível, não pelo maior carry de sempre.
Uma bola alta com o pé esquerdo elevado também pode sofrer mais com o vento de frente. Com o pé esquerdo baixo, a aterragem rasa e o rolamento podem conduzir a um perigo atrás. Em vez de decorar a regra de mudar um taco por inclinação, separe o que precisa de ultrapassar no ar do sítio onde deve parar.
Nas inclinações combinadas, comece pela condição mais difícil
Imagine a bola abaixo dos pés e terreno a subir para o alvo. Precisa de baixar para a alcançar e acompanhar a direção do chão. Em vez de somar uma correção e subtrair outra, veja primeiro se consegue contacto equilibrado. Se conseguir, escolha a zona de queda mais larga; se não, priorize um próximo lie confortável antes do green.
Se puder treinar numa inclinação, compare com o plano usando swings pequenos. Nas primeiras bolas, observe altura inicial e contacto sem tentar corrigir a direção. Depois ajuste gradualmente o alvo no mesmo lie. Não improvise plataformas instáveis colocando objetos debaixo dos pés.
Uma boa tacada isolada não estabelece a curva fixa daquela inclinação. Alterações de face e contacto podem ter-se compensado por acaso. Anote a direção inicial nas próximas situações semelhantes para conhecer a sua tendência, em vez de depender de fórmulas vagas. Deixe margem maior nos declives fortes, onde até essa tendência tem mais erro.
Numa inclinação forte, não precisa de conservar simultaneamente a distância e a curva habituais. Ficar equilibrado e deixar a próxima tacada num sítio fácil pode bastar para proteger o buraco.


